14/08/2004 01:25
Enfim, a grande data! Meu aniversário! Vinte e um aninhos!!!! Se ainda estivéssemos regidos pelo Código Civil antigo, eu estaria encarando essa data de uma forma diferente, pois somente agora estaria eu me tornando plenamente capaz de todos os atos da vida civil!Essa seria certamente uma transição mais penosa e simbólica para a minha pobre cabecinha! Ainda bem que os legisladores agiram a tempo!!! Viva eles!!!
Tudo conforme manda a praxe: presentes, almoços, jantares, bolos, parabéns e afins. Porém, ocorreu-me algo muito significativo será que as pessoas que cumprem irrepreensivelmente essa praxe percebem porque a estão fazendo?? Perceberão meus familiares que eu estou com anos? Ao serem perguntados sobre quantos anos eu tenho, responderão mecanicamente, com convicção: 21! Saberiam eles o que significa esse número? Parecem mais comemorar a inércia do tempo, já que não vêem que eu cresci!!! á me incluo no rol dos adultos jovens, porém adultos! Não me sinto mais adolescente, e ainda não tenho uma certidão de casamento, o que me faz vivenciar uma dura fase de transição, em que oras sou criança e oras sou adulta para quem vê de fora! Eu calço é 37, meu pai me dá 36 conhecem essa música do Raul Seixas? Sinto que me incluo perfeitamente nela! A mão que apedreja é a mesma que afaga, não foi Augusto dos Anjos quem disse? Sei lá, não lembro bem!
Agora vou rapidinho contar um sonho que tive há um mês, e que me lembra muito aquelas historinhas da carochinha: a minha rua deixava de existir e virava tudo um lago aqui em frente de casa, e bem no meio desse lago havia uma casa ilhada com um homem, que era como se fosse o segurança do lago! Ele usava uma lanterna, pois estava bem escuro! Eu fui conversar com ele pela minha janela e ele me disse que estava guardando dentro da casa um baú que continha coisas muito importantes que não podiam se perder e um gato tentava sempre roubá-lo. Eu então me propus a ajudá-lo a achar o tal gato e ele me disse que não era um gato normal, mas sim um gato meio maluco e bagunceiro! Passaram vários gatos aparentemente normais, e eu perguntava: São esses? E ele me respondia que não, que quando fosse o tal gato eu não teria dúvidas! E logo depois apareceu um gato todo gordo, cheio de atadura e curativo, com olhar torto de maluco e a língua de fora, e eu disse: Olha, é ele, é ele! O tal gato pulou dentro da casa e tentou pegar o baú, mas o homem conseguiu afugentá-lo. Depois o homem me agradeceu e me disse que quando eu fizesse 21 anos as regras do jogo iam mudar, e daí eu acordei!
Parece ser bem revelador, né? Essa lembrança desse sonho me persegue, como aqueles sonhos que custam a se apagar da nossa mente e ficam aqui bem vivos! É raro o dia que passo pela frente da minha casa à noite e não lembro desse sonho! Sei lá, Freud explica!

enviada por Maria das Pratas
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